O Sermão do Monte: o início do maior sermão da história
Rodolfo Figueredo · Pastor Presidente
16 de julho de 2026
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O cenário do maior sermão
Voltemos no tempo e nos coloqueunsmos naquela cena. O Evangelho de Mateus nos mostra Jesus na Galiléia, em meio a multidões que vinham de todas as regiões — Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e além do Jordão. Por que estavam ali? Porque haviam visto a manifestação do Pai através do Filho. Milagres, libertações, ensino com autoridade.
E então o texto diz:
“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos, e ele passou a ensiná-los...” (Mateus 5:1-2)
Veja que não foi uma cátedra num templo suntuoso. Foi num monte. Não houve aviso prévio, não houve liturgia programada. Foi o Filho percebendo as multidões — o original grego indica que Ele “viu profundamente”, discernindo as necessidades espirituais daquelas pessoas. Então Ele mudou a Sua agenda. Subiu ao monte, assentou-se — postura de um Rabi, de Mestre — e se dispôs a gastar tempo ensinando o Reino.
Ali já aprendemos algo essencial: Jesus não foi um mestre distante, Ele sentou-se para ensinar, para revelar o Pai, para transformar vidas. Isso também é um chamado para nós: abrir espaço na nossa agenda para o Reino, e não tentar encaixar o Reino na nossa agenda.
O Sermão do Monte não é um código moral
Precisamos corrigir uma visão perigosa. Há quem leia o Sermão do Monte como um código moral, uma lista de boas maneiras cristãs, um “jeito bonitinho de viver”. Mas isso é um erro grotesco. O Sermão do Monte não é um ajuste de comportamento exterior; é o padrão celestial para um coração transformado.
É impossível vivê-lo sem o Espírito Santo. Um homem não regenerado pode até tentar imitar algumas virtudes — pode parecer manso, pode lutar por justiça social — mas não será bem-aventurado aos olhos de Deus, porque não faz parte do Reino. Jesus está descrevendo o caráter dos súditos do Reino, não oferecendo um programa de moralidade para ímpios.
Paulo vai dizer isso em outras palavras: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura” (1Co 2:14). Então entenda: o Sermão da Montanha é doutrina pura, é a espinha dorsal da nova aliança. Sem ele, não compreendemos a justificação, o juízo, a santidade que Deus exige e a dependência total do Espírito para viver assim.
Um novo Sinai, mas com uma glória ainda maior
Mateus quer mostrar claramente aos judeus que Jesus é o novo Moisés. Mas observe a diferença. Moisés subiu ao Sinai, onde Deus Pai entregou as tábuas da Lei escritas em pedra. O povo ficou embaixo, com medo, proibido de tocar o monte, sob pena de morte.
Agora vemos Deus Filho subindo um monte não para entregar pedras, mas para Ele mesmo ser a Palavra viva. E não afastou o povo; pelo contrário, convidou todos a se aproximarem. No Sinai, a santidade afastava. No monte da Galiléia, a graça atrai.
O que isso nos ensina? Que o mesmo Deus que antes julgava e mantinha distância por causa do pecado, agora se aproxima, se assenta e oferece perdão, nova vida e um padrão celestial — mas não menos santo. O Sermão do Monte é tão exigente quanto a Lei, mas ao mesmo tempo revela a graça que opera o impossível no nosso coração.
Por que estudar e viver o Sermão do Monte?
Porque ele é o projeto do Reino. Não existe discipulado verdadeiro sem Mateus 5, 6 e 7. Quem quer ser seguidor de Jesus precisa beber aqui.
Porque nos mostra quem é o nosso Deus, Seu caráter, Seu zelo pela santidade, mas também Sua misericórdia em nos convidar para perto.
Porque ele destrói nossa arrogância. Quem lê esse sermão com seriedade não sai achando que é “bom o bastante”. Pelo contrário, entende que precisa ser sustentado pelo Espírito dia após dia.
Porque é um chamado prático. Não é para ficar apenas admirando o texto. É para vivê-lo — e pela graça, Deus nos dá poder para isso. Ele prometeu: “Bem-aventurados os que...” — cada bem-aventurança traz uma bênção real sobre quem vive assim.
Um convite do Rei: suba o monte, sente-se aos Seus pés
Querido irmão, querida irmã, Cristo está assentado, pronto para ensinar. Você está disposto a subir o monte e sentar-se aos pés dEle? Ou está acomodado demais para isso? Não trate o Sermão da Montanha como uma bela poesia; trate como a bússola do Reino, a direção para uma vida que realmente glorifica a Deus.
Que o Senhor nos dê corações humildes, famintos, dispostos a serem transformados por Ele. Porque o Sermão do Monte não foi dado para ser admirado à distância, mas para ser vivido — para a glória do Pai, em Cristo, pelo poder do Espírito Santo.
Rodolfo Figueredo · Pastor Presidente
16 de julho de 2026
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Comentários (1)
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Ana Paula Dias
19 de julho de 2026
Me lembro da exposição desse sermão e como ele mudou a forma como eu enxergo o sermão de Jesus no Monte, como Ele parou e olhou para as pessoas, como Ele ensinou os mandamentos de Deus. Que privilégio!!!
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